O Bando de Teatro Olodum está em cartaz com Erê no Centro Cultural Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, de 4 a 26 de setembro. Os ingressos são gratuitos e saem na bilheteria uma hora antes de cada sessão.

O espetáculo estreou em 1996, com o título Erê pra Toda Vida/Xirê. Faz 30 anos.

O que ele conta

Erê nasceu da Chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes que dormiam na porta da igreja, no centro do Rio, foram mortos a tiros. O Bando descreve a montagem como um manifesto contínuo contra a violência do racismo, que usa música, dança, performance e dramaturgia para afirmar que a vida negra importa e precisa ser preservada.

Erê, no candomblé, é a criança. É também a energia infantil que atravessa quem já cresceu. Um espetáculo que leva esse nome e nasce de uma chacina de crianças está dizendo, no título, de que morte se trata.

Quem assina

Esta montagem tem roteiro de Lázaro Ramos, texto de Daniel Arcades, direção de Cássia Valle e Zebrinha, e direção musical e música original de Jarbas Bittencourt.

Quem entra em cada sessão

As sessões de sexta às 19h e de sábado às 15h são para estudantes da rede pública. As de sábado às 19h abrem para instituições socioculturais e para o público em geral. Levar o Bando para o Subúrbio Ferroviário, e não para o circuito do centro, é parte da decisão: a peça vai ao lugar onde moram as crianças de que ela fala.

Serviço

Erê, do Bando de Teatro Olodum. De 4 a 26 de setembro de 2026, no Centro Cultural Plataforma, Subúrbio Ferroviário, Salvador. Sextas às 19h e sábados às 15h para estudantes da rede pública; sábados às 19h para o público em geral. Ingressos gratuitos na bilheteria, uma hora antes.

Fonte: Revista Afirmativa, 4 de setembro de 2026. Imagem: Matheus Alves / Clique Negro, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons. A foto é do espetáculo Áfricas, do mesmo grupo, e não de Erê.