Na quinta, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) levou apoiadores ao centro de Belo Horizonte e desafiou o presidente Lula a botar mais gente na rua. Na sexta, no ato de Lula na mesma cidade, a primeira-dama Janja respondeu a ele pelo apelido que ela mesma tinha criado: "piá de bosta".

Quinta, 1º de outubro: o desafio

O ato de Nikolas terminou na Praça Sete, no centro da capital mineira. Do palanque, o deputado provocou: "Amanhã eu quero ver se o Lula vai botar mais gente na rua que o piá de bosta aqui", segundo a rádio Itatiaia. No mesmo discurso, avisou: "Vocês mexeram com o piá errado".

Sexta, 2 de outubro: a resposta

No dia seguinte, o ato de Lula saiu da Praça da Liberdade. Janja falou duas vezes à multidão, segundo O Tempo. Na versão registrada em vídeo pelo Metrópoles, ela disse: "Um salve para todo mundo de Minas Gerais, menos pro piá de bosta". E fechou: "Toma aí para você, piá. Aqui é Lula e aqui é Patrus".

De onde veio o "piá"

A expressão apareceu na terça, 29 de setembro, num ato em Salvador, segundo o Poder360. Janja, que é do Paraná, explicou que lá "piá" quer dizer menino, e "piá de bosta" é o menino que faz coisa errada. Ela reagia a um vídeo em que Nikolas distorceu uma fala de Lula. A coligação do presidente foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as publicações.

No mesmo dia, Lula chamou o deputado de "canalha". Nikolas respondeu que o xingamento de Janja era um elogio. Dois dias depois, no ato de Belo Horizonte, ele usou a expressão sobre si mesmo.

E quem levou mais gente?

Ninguém sabe. As reportagens falam em "milhares" no ato de Nikolas e em "multidão" no de Lula. Nenhuma delas traz número da Polícia Militar ou dos organizadores, e sem esse número não dá para dizer quem venceu o desafio.

A contagem que vale é outra. No domingo, 4 de outubro, Minas Gerais e o resto do país vão às urnas.

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Fontes: Metrópoles (02/10/2026, com vídeo); O Tempo (02/10/2026); Itatiaia (01/10/2026); Estado de Minas (01/10/2026); Poder360 (29/09/2026). Fotos: Mário Agra/Câmara dos Deputados e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados.