A 9ª Mostra de Cinemas Africanos ocupa Salvador de 17 a 23 de setembro com 22 filmes de 11 países, 12 longas e 10 curtas, e termina nesta quarta-feira. A programação é gratuita e, nos três últimos dias, as sessões acontecem na Sala Walter da Silveira, nos Barris.
A curadoria é de gênero, não de denúncia
O que muda nesta edição não é o número de filmes, é o critério que organizou a seleção. A curadoria se estrutura em torno do cinema de gênero: ficção científica, suspense, thriller psicológico, comédia, musical, romance, ação, aventura e narrativa sobrenatural.
Isso desfaz uma expectativa que costuma vir colada à ideia de cinema africano, a de que o continente só se filma pela via do documento e da denúncia. A seleção deste ano responde com naves, sustos e piadas. Temas como o uso de inteligência artificial no cinema e as narrativas urbanas das grandes cidades africanas também aparecem na programação.
Onze países na mesma grade
Estão representados Quênia, Senegal, Gana, Chade, Marrocos, Burkina Faso, Nigéria, Sudão, Tunísia, Benin e República Democrática do Congo. São produções recentes, e parte delas é inédita no Brasil.
Não são só as sessões
A Mostra programa também debate depois da exibição, masterclass, minicurso e seminário, com encontros que reúnem cineastas, críticos e pesquisadores.
A abertura teve o realizador em sala
A abertura, em 17 de setembro, às 19h, na Sala Walter da Silveira, exibiu “Memória da Princesa Mumbi”, com presença do cineasta e escritor suíço-queniano Damien Hauser. A sessão de abertura foi simultânea em dois espaços: além da Sala Walter da Silveira, o SESI Casa Branca, no bairro de Caminho de Areia, na Cidade Baixa. No fim de semana de 19 e 20 de setembro, a Mostra também ocupou o Cine Lankiana, em Cajazeiras.
A grade dos três últimos dias
De segunda a quarta, todas as sessões são na Sala Walter da Silveira, no subsolo da Biblioteca Pública dos Barris, às 15h, 17h e 19h. A entrada é gratuita, com ingresso pelo Sympla, e a classificação indicativa é de 14 anos, salvo indicação em contrário.
- Segunda, 21. 15h, programa de curtas de cinema de gênero. 17h, “As Desvirtuosas”, de Aïcha Chloé Boro (Burkina Faso). 19h, “O Pescador”, de Zoey Martinson (Gana).
- Terça, 22. 15h, “Movimentos Concretos” e “Liti-Liti” (Senegal). 17h, “Independência Hoje”, de Abdou Lahat Fall (Senegal). 19h, “Minha História em Jebba”, “Última Dança da Vergonha” e “Mobembo (Jornada)”.
- Quarta, 23. 15h, “Guardião dos Mundos”, de Leila Chaibi (Tunísia). 17h, “O Pescador”. 19h, “Roupa Suja” e “Por Detrás das Palmeiras”, de Meryem Benm’Barek-Aloïsi (Marrocos).
A organização avisa que a programação pode mudar sem aviso prévio. Esta é a grade publicada no site oficial em 21 de setembro. Vale conferir mostradecinemasafricanos.com ou o perfil @mostradecinemasafricanos antes de sair de casa.
Fontes: Alma Preta, Jornal Correio e Radioagência Nacional, setembro de 2026. Programação oficial conferida em mostradecinemasafricanos.com em 21 de setembro de 2026.