Naomi Osaka estreou no US Open em 1º de setembro, contra Anastasia Zakharova, e ganhou. Entrou na Arthur Ashe de cornrows, faixa na cabeça, uma manga e uma munhequeira, cada braço com uma peça diferente. Não é adereço solto: é a citação, item por item, do uniforme não oficial de Allen Iverson.
O que ela disse
Osaka chamou Iverson de abridor de caminho e disse que ele mudou a forma como os jogadores da NBA se vestem, tenha sido de propósito ou não. Disse também que nunca o encontrou, mas que esperava que ele visse. Ele viu. Iverson respondeu, no Instagram, que era uma honra, que era um grande fã e que mal podia esperar para conhecê-la.
O vestido que ela usou na entrada é da Who Decides War, dos designers Téla D'Amore e Ev Bravado, com styling de Law Roach.
Por que as tranças dele viraram assunto
Iverson entrou na NBA no fim dos anos 1990 e não trocou o cabelo, a roupa nem o jeito de falar para caber onde chegou. As cornrows dele foram lidas como afronta, e a liga adotou em 2005 um código de vestimenta que barrava correntes, bonés e a estética que os jogadores negros levavam para fora da quadra. Iverson foi o rosto daquela discussão sem ter pedido para ser.
Vinte e poucos anos depois, uma tenista japonesa e haitiana entra na quadra mais vista do tênis com o mesmo penteado, e isso não é rebeldia: é homenagem, com patrocínio e estilista. A distância entre uma coisa e outra é a matéria da notícia.
Fontes: ESPN e Essence, 1º e 2 de setembro de 2026. Imagem: Peter Menzel, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons; a foto é de 2018 e não mostra o penteado desta partida.