Vista aérea do Complexo Penitenciário da Papuda, com prédios baixos, estrada e morros ao fundo
Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, em 2020. Foto: Agência Brasília, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) foi a candidata mais votada para o Senado no primeiro turno, em 4 de outubro. Teve 68 votos, segundo o boletim de urna da seção 420 da 18ª Zona Eleitoral, divulgado pelo Correio Braziliense e pelo site Amado Mundo.

A seção tinha 185 eleitores aptos, e 162 votaram. Ali votam presos provisórios, que ainda não têm condenação definitiva. Pela Constituição, só a condenação criminal transitada em julgado suspende os direitos políticos.

Os números

Para o Senado, Michelle Bolsonaro (PL) ficou à frente de Erika Kokay (PT), com 62 votos, Leila do Vôlei (PDT), com 58, e Bia Kicis (PL), com 54. Para o governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP) venceu com 65 votos, contra 32 de Leandro Grass (PT). Para deputado federal, o PL foi o partido mais votado, com 23 votos, seguido do MDB, com 21.

Para presidente, o resultado foi outro. Lula (PT) teve 74 votos e Flávio Bolsonaro (PL), 70. Ronaldo Caiado (PSD) recebeu 6, Renan Santos (Missão), 4, e Augusto Cury (Avante), 2. Houve 3 votos brancos e 3 nulos.

A ironia

No dia da eleição, circulou entre bolsonaristas, no WhatsApp e nas redes sociais, a mensagem: "Espero que as comemorações de hoje seja nos lares brasileiros e não nos presídios!". A frase sugeria que uma vitória da esquerda seria festejada nas cadeias.

Michelle Bolsonaro sorri, de cabelo curto e vestido estampado
Michelle Bolsonaro em 2019. Foto: Palácio do Planalto, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Na Papuda, na disputa pelo Senado, pelo governo do Distrito Federal e pela Câmara, quem teve o que comemorar foi o PL e seus aliados.

Votaram na mesma seção Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, segundo o Correio Braziliense. O voto é secreto, e não é possível saber em quem cada um votou.

Fontes: boletim de urna da seção 420 da 18ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, divulgado pelo Correio Braziliense (6 de outubro de 2026) e pelo Amado Mundo (7 de outubro de 2026). Constituição Federal, artigo 15.