A segunda edição do PERIFERICU, Festival Internacional de Cinema e Cultura de Quebrada, acontece de 1 a 6 de setembro de 2026 no Jardim Ibirapuera, zona sul de São Paulo. A sede é a Associação Bloco do Beco, na Rua Bento Barroso Pereira, 288. Todas as atividades são gratuitas.

São mais de 35 filmes do Brasil e de outros países da América Latina, feitos nas periferias e sobre elas. O festival celebra processos artísticos LGBTQIA+ realizados na quebrada.

O que acontece fora da sala de exibição

A programação tem competição de ballroom, roda de samba, oficina de fotografia, debates, encontros e apresentações musicais. Tem também o Desafio Cine-Corre, em que equipes produzem um curta em três dias, e uma edição especial do Slam do 13, a batalha de poesia que há mais de uma década faz literatura no Terminal Santo Amaro.

Quem não está em São Paulo consegue acompanhar parte da programação online, pela plataforma Todesplay.

Cinco homenageados

Esta edição homenageia Linn da Quebrada, Neon Cunha, Dona Madalena, Seu Escurinho do Acordeon e Leo Moreira de Sá.

Neon Cunha é publicitária e diretora de arte. Em 2016, uma decisão judicial a tornou a primeira pessoa trans do Brasil a retificar nome e gênero nos documentos sem passar pelas exigências médicas que a lei impunha até então. Dois anos depois, em 2018, o Supremo Tribunal Federal derrubou essas exigências e levou a retificação para os cartórios. Linn da Quebrada é cantora, atriz e apresentadora.

Quem segura a câmera

A periferia brasileira aparece com frequência no cinema como cenário: o lugar onde a história de outra pessoa acontece. Um festival organizado na quebrada, exibindo filmes feitos na quebrada e escolhendo por conta própria quem homenagear, inverte essa posição.

Não se trata de ser retratado. Trata-se de decidir o enquadramento, a duração do plano e o nome que aparece nos créditos.

Fontes: Omelete; Notícia Preta; Metrópoles; Kondzilla; BNews São Paulo (30 de agosto de 2026); Renova BR e Defensoria Pública do Estado do Ceará (trajetória de Neon Cunha).