Chamaram o goleiro de macaco nos acréscimos, e o jogo acabou logo depois. Foi no sábado, 5 de setembro, em Caxias do Sul, no empate de 2 a 2 entre Juventude e Atlético-GO pela Série B.

Segundo o clube goiano, um torcedor chegou ao alambrado e disse ao goleiro Paulo Vitor: "vamos jogar, macaco". Ele comunicou na hora ao árbitro Ramon Abatti Abel, que registrou o episódio na súmula e chamou o policiamento.

Como o protocolo funciona

O protocolo antirracismo existe exatamente para isso, e a CBF adotou o gesto da FIFA para todas as competições no Brasil. São três etapas, e todas param a partida: primeiro interromper, com um anúncio no som do estádio; depois suspender de novo, tirando as duas equipes de campo; por fim encerrar o jogo em definitivo.

O problema é aritmético. A ofensa chegou nos acréscimos, durante o jogo, quando já não havia mais partida para interromper, suspender ou encerrar. O protocolo foi acionado e o apito final veio em seguida.

O que sobrou

Sobrou o que sobra sempre: o registro na súmula, um boletim de ocorrência e as imagens das câmeras do estádio. Até agora ninguém foi identificado.

A revista Placar relatou que parte da torcida do Juventude vaiou o protocolo.

Não é a primeira vez no futebol goiano. Em 2022, o jogador Fellipe Bastos, então no Goiás, denunciou ter sido chamado de macaco num clássico no Estádio Antônio Accioly.

O gesto do árbitro é o começo. O que decide é o que vem depois.

Fontes: Mais Goiás, Jornal Opção, Revista Placar e O Hoje, 5 a 8 de setembro de 2026.