No domingo, 4 de outubro, cada eleitor vota em dois senadores. São 54 das 81 cadeiras do Senado em jogo, e quem for eleito agora fica no cargo até 2035, atravessando dois mandatos presidenciais.
Por que o Senado importa
Toda lei passa pelo Senado. É ele que aprova a indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal e de procurador-geral da República, e é ele que julga o presidente da República em processo de impeachment.
Como funciona o voto
Cada estado e o Distrito Federal têm três senadores. Neste ano, dois de cada um serão eleitos, com mandato de oito anos: tomam posse em 2027 e ficam até 2035.
A eleição é pela maioria simples. Não tem segundo turno: os dois candidatos mais votados no estado levam as vagas. Os dois votos precisam ir para candidatos diferentes. Quem vota duas vezes no mesmo nome tem um voto válido e o outro anulado. Não existe voto só na legenda para o Senado, e cada candidato concorre com dois suplentes, que aparecem na urna.
Branco e nulo não anulam a eleição
Voto branco e voto nulo não entram na conta dos votos válidos. Eles não vão para o candidato que está na frente, e também não cancelam a eleição, por mais numerosos que sejam. O boato de que mais de 50% de nulos anula a votação confunde o voto nulo do eleitor com o voto anulado pela Justiça Eleitoral, por fraude ou cassação, que é o único caso em que o Código Eleitoral prevê nova eleição.
Onde o voto de revolta pesa
Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e na Bahia, as pesquisas mostram pelo menos uma vaga em aberto:
São Paulo: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) aparecem embolados no Datafolha de 28 a 30 de setembro.
Rio de Janeiro: Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem empatados nas pesquisas mais recentes, da Quaest e da Real Time Big Data.
Minas Gerais: Domingos Sávio (PL), Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB) estão dentro da margem de erro na Quaest de 25 a 28 de setembro.
Bahia: Rui Costa (PT) aparece à frente na AtlasIntel e na Real Time Big Data, e Jaques Wagner (PT), João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) disputam a outra vaga.
As pesquisas variam entre institutos, e por isso esta matéria mostra só a posição relativa dos candidatos, sem porcentagens. Os nomes entram como dado de pesquisa, não como indicação de voto.
É nesses estados que o voto de revolta pesa. Branco, nulo ou dado a um candidato sem chance, ele não elege ninguém e deixa a vaga para quem os outros eleitores escolheram. O voto em candidato sem chance é válido e conta para ele, só não elege.
Voto útil, aqui, é outra coisa
Voto útil não é votar em quem está na frente. É, entre os candidatos com quem você concorda, dar os dois votos a quem tem chance real de ocupar a cadeira.
Anote os dois números antes de sair de casa: a cola em papel é permitida na cabine de votação.
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Fontes: Agência Senado, Senado Verifica (28/09/2026); Tribunal Superior Eleitoral (votos brancos e nulos, Código Eleitoral, art. 224); Datafolha SP, 28 a 30/09 (SP-01367/2026); Quaest RJ, 25 a 28/09 (RJ-04419/2026); Real Time Big Data RJ, 25 a 29/09 (RJ-08712/2026); Quaest MG, 25 a 28/09 (MG-02019/2026); AtlasIntel BA, 24 a 28/09 (BA-02425/2026); Real Time Big Data BA, 23 a 26/09 (BA-01777/2026). Foto: Boaventuravinicius/Wikimedia Commons.