Zudizilla, rapper nascido em Pelotas (RS), lançou na quinta-feira (24) Quintessência, o quinto álbum de estúdio. São 16 faixas que misturam rap, jazz, soul, samba e ritmos tradicionais do Rio Grande do Sul.

Quem está no disco

A gaita de Renato Borghetti abre o álbum, em Quintana, e volta em Leva um Bom Tempo Pra Se Acostumar. Vitor Ramil está em Aristocrata, Catto em Sorte, Febem em Barracuda, e Luciana Mello fecha o disco em Contrato com Deus. Aori, Bruna Mendez, Cristal, Gabriel Gaiardo e o Maestro Ubiratan Marques completam as participações.

O disco foi gravado no Movido Estúdio, em São Paulo, e saiu sem nenhum single antes, segundo a EmergeMag.

O jazz como fio

"O jazz nasce de uma forma muito marginal, ele nasce na rua como algo proibido. A galera preta tinha que se esconder para tocar o jazz", disse Zudizilla à Alma Preta. Para ele, o gênero "é uma possibilidade da gente, que é preto, buscar essa sofisticação, sem necessariamente precisar se elitizar".

O que ele carrega

Na mesma entrevista, falou do que leva para as músicas: "Eu sou uma pessoa preta retinta. Todos os dias que eu saio de casa eu enfrento preconceito." Mas avisou que nem sempre vai tratar disso de forma direta. Aprendeu, disse, que "existem outras formas de falar também das questões étnicas, sociais, que não sejam panfletárias e taxativas".

O Sul que permanece

Zudizilla foi criado no bairro Guabiroba, na periferia de Pelotas, segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Vive há sete anos em São Paulo e, em 2025, subiu pela primeira vez ao palco do Lollapalooza. "São Paulo interfere, mas o Rio Grande do Sul permanece", resumiu à EmergeMag.

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Fontes: Alma Preta (25 de setembro de 2026, entrevista de Mariane Barbosa); EmergeMag (25 de setembro de 2026); Mídia NINJA (25 de setembro de 2026); Deezer e Apple Music (créditos das faixas); Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Foto: Divulgação.